Nenhum brasileiro subiu no degrau mais alto do pódio hoje em Hockenheim. Logo na largada, enquanto Massa brigava contra Kovalainen para manter a segunda posição, o inglês Hamilton abriu uma larga vantagem sobre a Ferrari do brasileiro, mostrando todo o desempenho do motor McLaren na longa distância.
Isso até Glock quebrar a suspensão e colocar o safety-car na pista. Então, a Ferrari chamou Felipe para os boxes e encheu o tanque. Mas a sorte estava com outro brasileiro: Nelsinho Piquet, que largou cheio e que acabou ficando na frente de Massa nesse cambalacho.
A Ferrari teve então que diminuir o giro do motor para que pudesse chegar, bem, pelo menos em segundo – nessas alturas Hamilton tinha parado e ficado atrás de Felipe. Mas o inglês ultrapassou todo mundo e abocanhou o primeiro lugar. Nelsinho garantiu a posição e Massa chegou em terceiro.
Essa ladainha toda tem um sentido. Ou melhor dois: o binômio sorte-azar. Se não fosse pelo problema de Glock, Nelsinho nem sentiria o gosto do champagne. Se não fosse pelo problema de Glock, Massa poderia ter chegado ainda em segundo. Mesmo assim, dá pra dizer que Nelsinho teve o azar de ter um carro que não deu conta de chegar em primeiro e que Massa teve a sorte de pontuar bem e continuar na briga pelo campeonato.
Ontem, aqueles que fizeram a quina sentiram a aflição de pilotar um Renault: merda, com um pouco mais de potência dava pra pegar o primeiro prêmio. Ontem, aqueles que fizeram a quadra sentiram a inconsolação de Massa: faltaram só dois, devia ter pensado em outra estratégia, arriscado mais, sei lá, só dois.
Todos levaram alguma coisa, todos levaram nada. Mega-Sena e Formula 1 só servem para o primeiro lugar. Se não fosse assim, eu estaria tomando espumante e falando do Barrichello.
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