Mega-Sena e dilema do bolão

Achei que ia encontrar uma fila virando a esquina hoje da manhã lá na lotérica. Mas foi tranqüilo, até porque eram nove e meia da manhã. Foda foi sair com a responsa de validar o bolão que organizei no trabalho durante a semana: uma aposta de dez números, trinta pessoas concorrendo junto.

Nessas horas, o cara não carrega apenas os R$ 367,50. Leva junto o sonho da colega em comprar um vestido de formatura em Paris, o iate do cara que te cobra os prazos, a aposentadoria antecipada do estagiário. E, é claro, a auto-cobrança: será que não dei uma de Paula? Será que não tinha que ter trocado o 31 pelo 29? Será que será?

O bolão é uma mão-única com dois carros na contramão: tira as pessoas da probabilidade infinitesimal, mas traz junto uma falsa sensação de vitória. Nem sempre a gente tem como desviar do caminhão que surgiu do outro lado – dando sinal de luz, sem menção de reduzir a marcha. O bolão pode ser o brutal e doloroso saco preto do IML, mas também pode ser a sorte que tirou um fino no acostamento e salvou nossas vidas.

O bom é que na Mega é igual ao video-game. Se a gente morrer dessa vez, sem problemas. A gente escolhe outro carro e joga de novo.

Boa sorte, meus queridos!

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